30 novembro 2012

Processos de Coaching ganham espaço no mercado


A agilidade das mudanças na sociedade leva muitas pessoas a buscar também soluções mais rápidas para suas inquietações. O intuito de definir e atingir metas faz profissionais das mais diversas áreas irem atrás de especialistas para orientar e conduzir processos de reorganização profissional e pessoal. São os coaches, experts em comportamento humano. Munidos de ferramentas específicas, eles auxiliam seus clientes a atingir objetivos, independentemente da área da vida. O trabalho baseia-se em mudança de comportamento, controle emocional e no desenvolvimento de um novo olhar sobre pessoas e situações.
O coach encoraja e apoia seu cliente na montagem e na aplicação de um plano de ação, mantendo a motivação e a coerência entre o discurso e a prática. Antes de chegar ao plano de ação efetivamente, o coach faz um trabalho 360 graus na vida de seu cliente investigando diversas áreas, mapeando valores, crenças e papéis que seu cliente exerce em cada ambiente.
“Isso porque muitos chegam em busca de melhorias profissionais, mas com o tempo percebem que a carreira estagnada é apenas o reflexo de outras áreas da vida que precisam ser revistas”, explica a coach Karen Gimenez, diretora da CCS – Coaching, Comunicação e Sustentabilidade, que atua com pessoas físicas (life coach), profissionais individualmente e equipes (professional coach) nas regiões de Alphaville, Cotia, Sorocaba, Itu e outros municípios próximos.
Por ser uma atividade relativamente nova, o coaching ainda é confundido com consultoria ou terapia. “São trabalhos totalmente diferentes em que, dependendo do caso, podem até se complementar,” explica. “O consultor tem fórmulas prontas e soluções para seus clientes. Já o coach os conduz por meio de perguntas e reflexões sobre comportamentos, valores e crenças para que os clientes encontrem uma solução personalizada para suas questões.”
Coach também não é terapia. “O processo de coaching não investiga as causas de um determinado comportamento. Foca no momento presente, na sua mudança de postura para se atingir uma meta e melhorar a performance em situações pessoais e de trabalho. O coach costuma ter experiência no mundo corporativo, pois a grande maioria já trabalhou em outras profissões, o que pode ser um diferencial”, explica Karen, que também é jornalista e geógrafa, com mais de 20 anos de experiência em empresas, ONGs e na mídia nacional.
História
As técnicas de coaching começaram a ser aplicadas no anos 1950, nos Estados Unidos, dentro dos processos de gestão de pessoas de grandes empresas. Na mesma época, ferramentas parecidas começaram a ser utilizadas também com atletas em busca de melhoria de performance.
Com bons resultados nas empresas e nas equipes esportivas, as ferramentas de coaching passaram a ser aplicadas em aspectos pessoais, surgindo aí o chamado Coaching de Vida ou Life Coaching. As técnicas conquistaram os programas de liderança da década de 1980 e se espalharam pelo mundo. No Brasil, os primeiro trabalhos foram anos 1970, no meio esportivo, para depois chegar ao mundo empresarial.
Uma pesquisa do Institute for Corporate Productivity, dos Estados Unidos mostrou que 79% das empresas que contratam coaches, o fazem em busca de aumento de produtividade e 63 % para aprimorar as lideranças e os processos sucessórios. Os critérios para a escolha de um coach passam pela sua experiência em negócios e depois por indicação. Dos profissionais que contratam individualmente, 54% são executivos, 41% gerentes, 21% supervisores e apenas 11% em cargos hierárquicos inferiores.
É importante ressaltar que processos de coaching não envolvem apenas aspectos profissionais. Podem e dervem ser utilizado na busca de qualquer meta, inclusive em questões de cunho pessoal. “O coaching é excelente inclusive para microempresários, que notam o quanto seus aspectos pessoais interferem no negócio”.
É uma profissão em ascensão, mas que deve se estabilizar em pouco tempo. A formação inicial tem custo similar ao de um MBA em uma faculdade de segunda linha e somente ela já permite atuar na área. Mas quem quer se especializar e oferecer melhores resultados para seus clientes precisa de uma formação completa cujo custo total equivale a praticamente uma pós nas melhores faculdades.
Segundo dados publicados pela editora Senac no início deste ano, o Brasil teria aproximadamente dois mil coaches certificados e a previsão que esse número chegue a 30 mil até 2020, lembrando que a formação não quer dizer que o profissional vá atuar. “Há muitas escolas hoje e pessoas se formando, mas poucas com proposta de exercer a carreira. Algumas apenas buscam a formação com o intuito de melhorar sua atuação como líder, por exemplo”, diz Karen.
Como em todas as profissões quem quer se destacar e fornecer um serviço de qualidade precisa fazer vários cursos da formação inicial e também ter diversas características pessoais e profissionais. Caso contrário o trabalho poderá ser banalizado.
Experiência corporativa e o conhecimento do mundo dos negócios são fundamentais para se entrar no universo dos clientes, já que a maioria procura um coach por motivos ligados à carreira. Visão sistêmica também é elemento básico de trabalho.
Desapegar de suas próprias crenças para não correr o risco de colocar o seu ponto de vista sobre o do cliente é condição básica. Afinal o coach não é um consultor. “Ele precisa ainda aprender a não julgar, trabalhar em ritmos diferentes conforme o cliente e a conhecer profundamente o comportamento humano” finaliza. Site:www.ccsconsultoria.net





http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas121/261120127e.htm

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