21 maio 2013

Descubra seus talentos e turbine sua carreira


Quem não sonha em ter a animação teatral de Silvio Santos, a influência de Eike Batista ou a inteligência de Steve Jobs? Para a maioria dos profissionais ser bem sucedido como estes empresários depende única e exclusivamente da empresa em que se trabalha. Mas um ponto em comum entre homens de sucesso é que eles construíram os impérios e não o contrário. Por isso, especialistas sugerem a quem quer vencer: aprimore seus próprios talentos.


Foi o que fez Homero Reis, sócio da Homero Reis e Consultores. Após 17 anos tocando uma empresa de recursos humanos, Reis estava absolutamente insatisfeito consigo mesmo e com o trabalho. Resolveu mudar de vida e de área. Mas, antes, precisou se descobrir. Foi quando conheceu o chamado coach ontológico, que numa tradução simplista seria o treinamento voltado para o ser.

E investiu. Tempo e dinheiro. Fez cursos na Venezuela, Chile, México e Espanha e, a partir daí, decidiu que o que gostava de fazer era trabalhar com coach. Depois de uma temporada no México, onde conheceu Humberto Maturana, um dos maiores pensadores do coaching ontológico, voltou ao Brasil e deu uma guinada na carreira e na empresa e a transformou em uma instituição especializada em coach — A Homero Reis Consultores atua como escola de formação de coaching, laboratório de pesquisas e consultoria.

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“Foi a descoberta da minha vocação que me fez ter sucesso. Hoje sei que minha paixão é ensinar. Como isso é um negócio, é óbvio que tem um valor agregado, ou seja, ganho dinheiro com isso”, afirma Reis.

Na visão de Eduardo Ferraz, consultor em Gestão de Pessoas, na história de Reis, é possível identificar os primeiros passos para alcançar sucesso profissional: investimento no autoconhecimento. Nesta etapa, vale terapia, contratar um coach, um profissional de aconselhamento de carreira e ler bons livros acerca do tema. “Tem que gastar tempo. O autoconhecimento dá trabalho, não adianta ser simplista. Te dá uma janela para se descobrir. É uma jornada”, afirma.

O segundo passo, de acordo com Ferraz, é aproveitar o que se tem de melhor e não tentar forçar uma personalidade que não se tem. Por exemplo, quem é tímido o será pelo resto da vida, mas pode fazer um treinamento para falar em público e até se desenvolver para ser um grande orador. É como um prédio. É possível mudar a parede, a pintura, a decoração até mesmo o encanamento, mas é impossível mexer no alicerce. “Com a personalidade é a mesma coisa. Ser tímido ou extrovertido é estrutural, não vai mudar, mas pode fazer treinamentos para desenvolver o potencial”, afirma.

Um terceiro tópico apontado por Ferraz é a identificação do ponto forte. “Tudo aquilo que você faz melhor que os outros sem fazer força. É o talento.” A partir daí, segundo o especialista é possível se posicionar em áreas ou cargos em que vai render mais. “Se é mandão, por exemplo, tem que estudar para ser líder”, garante.

Por fim, Ferraz recomenda a prática deliberada, ou seja, fazer o trabalho por horas e horas para atingir a excelência. “Muita prática significará melhor desempenho”, afirma.

Mas, se autoconhecer para alcançar o sucesso não significa que não vai haver tropeços e medos. “Dou aula desde 1977 e todo início de semestre quando entro na sala de aula pela primeira vez tenho um momento de medo, o coração vai à boca, peço par nunca perder o respeito pela novidade”, afirma Reis.

Armadilhas

Neste processo de desenvolvimento profissional e autoconhecimento existem algumas armadilhas, os chamados inimigos da aprendizagem. Três deles são muito importantes e podem literalmente emperrar a carreira. O primeiro é a prepotância. Muitos profissionais já fizeram terapia, escola de teatro, coach e acham que estão prontos para o resto da vida.“O profissional se capacita até entrar na empresa e acha que, porque está empregado, não precisa se especializar. É um equívoco”, afirma Reis.

O segundo inimigo é o oposto da prepotência, é a vitimização. São as pessoas pessimistas que acham que nada vai dar certo e se algo ruim ocorrer será com elas. E, por fim, a preguiça. “Este é violento. A pessoa sabe fazer, tem a técnica e a criatividade, mas deixa sempre para depois”, diz Reis. Para ele, vencer a preguiça é ganhar competência e habilidade.

fonte: economia.ig.com.br

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