24 abril 2013

As perguntas mais frequentes em processos seletivos.


Um bom currículo, objetivo e claro é importante para você conseguir uma entrevista de emprego; mas é a entrevista com o selecionador e gestor da vaga que vai definir se a oportunidade é sua.

Importante você responder as perguntas com segurança e tranquilidade, relembrando informações importantes da sua trajetória profissional.
Prepare- se e confira abaixo, o que está sendo mais questionado pelos recrutadores.
1)    Por que você escolheu esta carreira?
2)    Fale sobre suas experiências profissionais anteriores
3)    O que você construiu nas empresas e cargos pelos quais passou?
4)    Quais foram as motivações para as mudanças na sua vida profissional?
5)     Qual o motivo do desligamento da empresa?
6)     Como foi o seu pior dia de trabalho?
7)    Dê um exemplo de uma situação em que você tenha se esforçado, além do normal, para atingir um resultado.
8)    Quais foram os principais desafios que você enfrentou?
9)     A empresa para qual você trabalhava fazia avaliação de desempenho? Como você se saiu?
10)  Você se lembra de algo que tenha acontecido que tenha sido um obstáculo para realizar uma tarefa?
11)  Cite uma situação em que percebeu alguma pessoa que trabalhava com você precisando de ajuda
12)  Como você se mantém informado?
13)  Já ocupou cargo de liderança?
14)  Conte uma situação em que você teve que conviver com um chefe ou colega de trabalho difícil
15)  Como era seu relacionamento com seus colegas de empresa?
16)  Como é o seu círculo familiar?
17)  Como você enxerga a questão da mobilidade?
18)  Por que você está avaliando este novo emprego?
19)  Por que trabalhar nesta empresa é importante para você?
20)  O que seria um projeto ideal para você?

Conheça-se mais e se prepare para arrasar na hora da entrevista.
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Teste de Carreira

10 abril 2013

O segredo do sucesso

Pela primeira vez, começamos a entender quais são os fatores que levam ao sucesso. Treino tem a ver. Fracasso também. Descubra por que algumas pessoas se dão bem na vida - e veja o que você pode fazer para chegar lá
por Karin Hueck



Você chega cedo ao trabalho, entrega tudo no prazo, se dá bem com seus colegas e conhece os processos como ninguém. Ainda assim, está há anos no mesmo cargo, fazendo o arroz com feijão de sempre. De repente, chega um novato na área. Ele é jovem, tem as roupas da moda, se deu bem com a chefia e, pior, começou a abocanhar os melhores projetos. Em 6 meses lá está ele, promovido, na vaga que deveria ser sua. Em dois anos, ele virou seu chefe. No fim, você teve de reconhecer o talento do novato e aceitar que você não nasceu para ser chefe. Mas será que é isso mesmo? O que as pessoas bem-sucedidas têm que você não tem? A resposta, dolorida, é: nada. Absolutamente nada. Seu chefe, o dono da empresa, o Kaká e o presidente Lula não vieram ao mundo com um sinal gravado nos genes que diga: eu nasci para brilhar. Muito menos têm um talento inato que você não possui. Para desespero dos medíocres da nação, a ciência está descobrindo que todo mundo (e isso inclui você) teria potencial para ser a bolacha mais recheada do pacote. Aqui você vai descobrir como - e o que pode dar errado no meio do caminho.

Você vai ser um sucesso? Clique na imagem abaixo e faça o teste!


É difícil se acostumar com a ideia de que nascemos todos com as mesmas chances de brilhar. Principalmente quando olhamos para aquelas pessoas que parecem ter habilidades sobrenaturais - aquelas que fazem você se lembrar diariamente das suas limitações: as crianças prodígios, por exemplo. A maior de todas as crianças prodígios foi Wolfgang Amadeus Mozart (perto dele, a menina Maysa é amadora). Aos 3 anos, o austríaco começou a tocar piano, aos 5 já compunha, aos 6 se apresentava para o rei da Bavária de olhos vendados, aos 12 terminou sua primeira ópera. Há séculos, ele vem sendo citado como prova absoluta de que talento é uma coisa que vem de nascença para alguns escolhidos. Mas parece que não é bem assim. A vocação de Mozart não apareceu do nada. Seu pai era professor de música e desde cedo dedicou sua vida a educar o filho. Quando criança, Mozart passava boa parte dos dias na frente do piano. As primeiras peças que compôs não eram obras-primas - pelo contrário, contêm muitas repetições e melodias que já existiam. Os críticos de música, aliás, consideram que a primeira obra realmente genial que o austríaco escreveu foi um concerto de 1777, quando o músico já tinha 21 anos de idade. Ou seja, apesar de ter começado muito cedo, Mozart só compôs algo digno de gênio depois de 15 anos de treino.



A regra das 10 mil horas
Quer brilhar muito na vida? Passe 10 mil horas praticando. Pelo menos, foi isso que os grandes especialistas de todas as áreas fizeram.

Os genes não determinam o sucesso. Isso é bom, porque quer dizer que basta você se esforçar para melhorar o seu desempenho. E isso é ruim também, porque você depende apenas do seu suor para chegar lá. Suor, no caso, são 10 mil horas. Entenda aqui o tamanho da encrenca:


O mesmo pode ser observado com talentos das mais diversas áreas. Ronaldo, o Fenômeno, tinha de ser arrancado dos campos de futebol quando criança porque não queria fazer nada que não fosse jogar bola. Os técnicos de Michael Jordan se lembram de que o jogador era sempre o primeiro a chegar aos treinos e o último a ir embora. E mesmo Bill Gates, como bom nerd que era, não fez sua fortuna do nada: quando adolescente, ele passou boa parte da sua (não muito agitada) vida programando computadores enfurnado numa sala da Universidade da Califórnia. Ou seja, mesmo aquelas pessoas bem-sucedidas, que parecem esbanjar talento, ralaram muito antes de chegar lá.

Isso faz todo sentido, se considerarmos a nova maneira como os cientistas têm enxergado a influência dos genes na formação de talentos. Aquilo que costumamos chamar de "talento natural para liderança" ou "aptidão nata para os esportes" parece não ter nenhuma relação com o nosso DNA. "Não há nenhuma evidência de que exista uma causa genética para o sucesso ou o talento de alguém", diz Anders Ericsson, professor de psicologia da Universidade da Flórida que há 20 anos estuda por que algumas pessoas são mais bem-sucedidas do que outras. A questão aí reside no fato de os genes (e sua interação com a nossa vida) serem um assunto tremendamente complexo - que dá pesadelos até nos geneticistas mais gabaritados. Já se sabe, por exemplo, que até mesmo traços diretamente ditados pelo DNA, como a cor dos nossos olhos, são definidos por mais de um gene que se relacionam entre si. O que dizer, então, de atributos mais complexos?

Há alguns anos, o fetiche dos laboratórios tem sido relacionar genes a traços de personalidade ou a propensões para desenvolver distúrbios psiquiátricos. O mais famoso deles é o 5-HTTLPR, que em 2003 virou notícia ao ser chamado de o "gene da depressão". Ele previa uma interação com o ambiente: quem tivesse sofrido um trauma pessoal e carregasse o 5-HTTLPR em seu DNA teria também alta probabilidade de ficar deprimido. Muitos outros estudos foram no embalo dessa descoberta, e logo vieram à luz genes que explicavam a ansiedade, o déficit de atenção, a hiperatividade e até a psicopatia. No ano passado, no entanto, uma série de novos estudos virou essas descobertas de ponta-cabeça. Numa revisão que incluiu todas as pesquisas já feitas sobre o gene da depressão, concluiu-se que era impossível concluir que ele influísse na doença. (Isso, sim, é deprimente.) Já com os outros distúrbios, as descobertas foram ainda mais intrigantes. Os mesmos genes que causariam ansiedade, psicopatia, hiperatividade etc. podiam ter os efeitos opostos dependendo do ambiente em que o portador fosse criado. Ou seja, quem carrega esses genes "malditos", mas não passa por traumas, será muito mais ajustado do que quem não tem essas mutações. E o que se conclui disso tudo? Bem, que os cientistas ainda vão quebrar a cabeça por muito tempo. Se não dá nem pra dizer que existe um gene da depressão, como falar, então, do gene da "habilidade-de-driblar-adversários-e-chutar-a-bola-no-gol"? Ou seja, ainda não há consenso entre os cientistas de que exista talento para futebol (ou pra música ou pra gerir uma empresa). Pelo menos, não um ditado pelo DNA.





99% transpiração

Em 1992, pesquisadores ingleses e alemães resolveram estudar pessoas talentosas para entender o que as diferenciava dos reles mortais. Para isso, investigaram pianistas profissionais e os compararam com pessoas que tinham apenas começado a estudar, mas desistido. (Pianistas são excelentes cobaias porque seu talento é mensurável: ou eles sabem executar a música ou não sabem). O problema foi que os cientistas não conseguiram achar ninguém com habilidades sobrenaturais entre as 257 pessoas investigadas - todos eram igualmente dotados. A única diferença encontrada entre os dois grupos é que os pianistas fracassados tinham passado muito menos tempo estudando do que os bem-sucedidos. Quer dizer, não é que faltou talento para os amadores virarem mestres - faltou dedicação.

Ok, isso não é novidade. Todo mundo sabe que a prática leva à perfeição. A novidade é que, pela primeira vez, cientistas conseguiram medir o tempo necessário de estudo para alguém se destacar internacionalmente em alguma área: 10 mil horas. Foi a esse número que o especialista em sucesso Anders Ericsson chegou depois de observar os grandes talentos das mais diversas áreas. Todo mundo que foi alguém, ele concluiu, do campeão de xadrez Kasparov ao Steve Jobs, ficou esse tempo todo aperfeiçoando seu ofício. E não estamos falando de exercícios leves. O que realmente faz alguém ficar bom em algo é treino duro, dolorido, no limite do executável. No fim das contas, é treino tão difícil que modifica seu cérebro. (Só para constar: estima-se que aos 6 anos Mozart já tivesse estudado piano durante 3 500 horas. Quer dizer, ele não era talentoso, era assustadoramente dedicado.)

É aí que está a chave do sucesso: no cérebro (pra variar). Nosso cérebro é formado por duas partes principais: a massa cinzenta (os neurônios) e a massa branca. Durante muito tempo, acreditamos que a capacidade cerebral estava escondida nos neurônios. Nos últimos 5 anos, no entanto, neurologistas e psiquiatras resolveram estudar a massa branca, que até então era ignorada. O que eles descobriram mudou a maneira de entender as habilidades.

A massa branca é formada principalmente por mielina, um tipo de gordura que envolve os axônios (aquele rabinho comprido que todo neurônio tem). Ela serve de isolante para os impulsos elétricos que percorrem o cérebro. Sempre se soube que a mielina estava distribuída de forma irregular ao redor dos neurônios, mas só agora descobriu-se por quê. Ela é depositada sobre as células nervosas com o intuito de melhorar a condução da eletricidade. A distribuição desigual serve para deixar os impulsos elétricos mais precisos - para chegarem ao mesmo tempo nos neurônios, por exemplo (veja no quadro abaixo). À medida que os impulsos elétricos se tornam precisos, eles coordenam melhor os nossos movimentos e pensamentos. Isso vale para qualquer tipo de ação: de jogar basquete a entender física quântica ou falar em público. "Quando você pratica algo, a mielina se deposita e os sinais entre as sinapses vão ficando mais eficientes. A mielinização leva à perfeição", diz George Bartzokis, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, maior especialista do assunto no mundo. Esse processo é tão importante que até um bebê recém-nascido só abre os olhos depois que a mielina em seu cérebro se depositou nos lugares certos. Da mesma forma, afirma Bartzokis, um idoso perde sua mobilidade não porque seus músculos se atrofiaram, mas porque a mielina do cérebro decaiu.

Pane no sistema

Para a mielinização ser mais eficiente, é preciso errar muito e sempre. Você já deve ter sentido isso na pele. Quando cai da bicicleta ou leva uma bronca do seu chefe por causa de um relatório malfeito, você vai se esforçar em dobro para o escorregão não acontecer de novo. "Se você sempre repetir aquilo que já sabe, não há evolução. O ideal é falhar tentando algo novo e mais difícil", diz Anders Ericsson. É nessa condição que a mielina é mais eficientemente espalhada pelo cérebro. Os que erram - e treinam mais - são também recompensados. Isso é visível em ressonâncias magnéticas. Músicos, escritores e crianças que tiram nota alta têm muito mais massa branca do que seus pares "comuns". Quem, aliás, era recordista em massa branca era Einstein. Quando o cérebro do físico foi dissecado, notou-se, entre outras coisas, uma quantidade anormal de mielina. "Quem nunca errou nunca fez nada de novo", dizia ele.

Na teoria, a mielina é muito linda: ela recompensa quem se esforça e qualquer um pode ser bem-sucedido. Mas, como tudo na vida, há algumas limitações (ou você acreditava realmente que poderia ser como o Kaká?). O auge da mielinização acontece durante a infância, quando toda forma de atividade é novidade e tem de ser aprendida: de abrir os olhos a usar os talheres. Até os 30 anos, ela continua em alta escala - e é justamente quando se aprendem novas habilidades com facilidade. Até os 50, a mielina ainda pode ser ajustada em direção a um ou outro aprendizado. Depois disso, infelizmente, as perdas são maiores que os ganhos. A mielinização continua, mas para preservar as aptidões já adquiridas. Ou seja, a má notícia é que, se você quisesse ter sido o Kaká, deveria ter começado cedo. Já a boa é que, se você se contenta em apenas melhorar o seu trabalho para ser promovido, há tempo de sobra.

Além da idade, há algumas limitações sérias. Há cérebros mais preparados para mielinizar do que outros. Por exemplo, quem não consegue metabolizar apolipoproteínas já sai perdendo. Elas são proteínas que se ligam às gorduras (o colesterol, principalmente) e têm grande influência na produção de mielina. (Mielina tem muito colesterol. Por isso, se você andava cortando o ovo com medo de problemas cardíacos, pense que isso pode estar emburrecendo você. Não é à toa também que médicos ultimamente têm receitado ovo para pacientes com Alzheimer - ele parece influir nas habilidades do cérebro.) Essa disfunção pode ser detectada numa análise genética, mas, adivinhe só, como tudo que envolve genes, ainda não está esclarecida.

Tem que lutar, não se abater



Se treino é responsável por boa parte do sucesso das pessoas que chegaram ao ponto mais alto do pódio (outros fatores virão), é preciso entender o que as levou a se esforçar tanto. Quem passa 10 mil horas da vida se dedicando a qualquer coisa que seja tem pelo menos uma característica muito ressaltada: o autocontrole. É ele que permite que a pessoa não se lembre que seria muito mais legal dormir ou estar no bar do que trabalhando. O teste do marshmallow, feito na Universidade Stanford na década de 1960, é o melhor exemplo que se tem sobre a ocorrência de autocontrole. Psicólogos ofereciam a crianças um grande marshmallow e davam a elas a opção de comê-lo imediatamente ou esperar um tempinho enquanto os psicólogos saíssem da sala. Se as crianças esperassem, ganhariam de recompensa um segundo marshmallow. Apenas um terço das crianças aguentava esperar, o resto comia o doce afoitamente. (Há um vídeo na internet desse teste feito nos dias de hoje. As imagens das crianças tentando resistir à tentação são de partir o coração.) Depois, os pesquisadores acompanharam o desempenho dessas crianças nas décadas seguintes. Aquelas que haviam esperado pelo segundo doce tinham tirado notas mais altas no vestibular e tinham mais amigos. Depois de anos estudando esse grupo de voluntários, concluiu-se que a capacidade de manter o autocontrole previa com muito mais precisão a ocorrência de sucesso e ajustamento - era mais eficiente do que QI ou condição social, por exemplo. Por isso, tente sempre atrasar as gratificações - passe vontade e não faça sempre o que der na telha: o segredo para o sucesso pode estar aí.

A questão agora é entender por que algumas pessoas abrem mão do prazer imediato em troca do trabalho duro, e por que outras preferem sempre sair mais cedo do escritório. O processo mental, na verdade, é muito simples: para ter autocontrole, é preciso não ficar pensando na tentação e focar naquilo que é realmente importante no momento - por exemplo, terminar o serviço. É possível que esses traços tenham uma origem genética, mas é mais provável que a diferença esteja em outro ponto importante para entender o sucesso: motivação. Quem está motivado para ganhar uma medalha olímpica ou fazer um bom trabalho também abre mão da soneca da tarde com mais facilidade.

Motivação e ambição são um negócio meio misterioso, na verdade. Não funciona para todos da mesma maneira. "A maioria das pessoas sonha com um emprego estável, um salário aceitável, um chefe legal. Nem todo mundo tem ambição e quer crescer o tempo todo", diz Marcelo Ribeiro, professor do departamento de psicologia social e do trabalho da USP. Evolucionariamente, isso também faz todo o sentido. Durante séculos de seleção natural, alguns poucos ambiciosos foram escolhidos para conquistar os melhores pares, os maiores pedaços de comida e os cargos de liderança. Infelizmente, toda essa fartura não pode ir para todos - e a maioria teve de aprender a se satisfazer com o pouco que sobrou.

Dinheiro também não é a solução para todos os problemas. Nem sempre ele funciona como um bom motivador. (Não deixe seu chefe ler isso, se você estiver querendo um aumento.) Num estudo da Universidade Clark, nos EUA, que testava a capacidade de voluntários de resolver problemas de lógica, o dinheiro só atrapalhou. Aqueles que eram recompensados financeiramente para chegar à solução levavam muito mais tempo para resolver o problema. Os outros, sem a pressão do dinheiro, se deram melhor. Em muitos casos, acreditar que você está fazendo algo relevante é mais eficiente para motivação do que um salário mais rechonchudo. Não é à toa, então, que empresas que esperam resultados inovadores têm horários e cobranças flexíveis - para esses funcionários, fazer a diferença e a ilusão de independência valem mais do que ganhar bem. "O desejo de atribuir significado ao nosso trabalho é uma parte inata e inflexível da nossa composição. É pelo fato de sermos animais concentrados no significado que podemos pensar em nos render a uma carreira ajudando a levar água potável à Malaui rural", escreve o filósofo pop francês Alain de Botton, em seu livro Os Prazeres e Desprazeres do Trabalho.

Agulha no palheiro

Christopher Langan e Robert Oppenheimer eram dois americanos de QI sobre-humano (o de Christopher é um dos maiores de que se tem notícia: 195. O QI de Einstein, por exemplo, era 150). Christopher aprendeu a ler sozinho aos 3 anos, aos 15 desenhava retratos tão realistas que pareciam fotografias, aos 16 gabaritou o vestibular e perto dos 20 decidiu dedicar sua vida à física teórica. Já Robert fazia experimentos químicos complexos aos 8 anos de idade, aos 9 já falava grego e latim e aos 22 tinha concluído seu doutorado, com passagens pelas Universidades Harvard e de Cambridge. Os dois, além de gênios, eram esforçados e passaram a juventude enfurnados em livros - alcançaram facilmente a marca das 10 mil horas de estudo. Robert virou um dos físicos mais importantes do século 20 e ficou conhecido como o "pai da bomba atômica", pois liderou o time que desenvolveu a arma durante a 2ª Guerra Mundial. Já Christopher fracassou. Largou a faculdade em pouco mais de um ano. Trabalhou como garçom, operário da construção civil e zelador. Hoje, vive enfurnado em casa, sozinho, tentando elaborar uma teoria geral que explique o Universo inteiro. O que foi que deu errado com Christopher?

É duro dizer, mas sucesso depende também de uma boa quantidade de sorte. Estar na hora e lugar certos é muito importante - às vezes até mais do que as horas de treino. Christopher Langan, por exemplo, nasceu em uma família pobre. Chegou à faculdade porque ganhou uma bolsa de estudo. Mas teve de largar as aulas depois de perdê-la, porque sua mãe, que nunca acompanhou ou incentivou seus estudos, esqueceu-se de renovar o contrato que daria ao filho mais um ano de estudos grátis. Sim, ele deu muito azar. Não por causa da mãe desleixada - mas porque nasceu em uma família desestruturada. Um estudo feito na Universidade do Kansas mostrou que crianças que crescem em classes sociais mais baixas ouvem, em média, 32 milhões de palavras a menos nos primeiros 4 anos de vida do que seus colegas abastados (sim, alguém contou). Além disso, elas são expostas a um vocabulário menos variado e não são incluídas nas conversas "de adulto". Isso pode não ter consequências diretas na inteligência das crianças, mas tem na maneira como elas se relacionam com as pessoas.

Ter habilidade social, aliás, é fator determinante para ser bem-sucedido. E é esse o elemento que foge das estatísticas da ciência. Em áreas em que os mais talentosos são sempre recompensados, como nos esportes ou na música, a regra das 10 mil horas e a importância da persistência fazem sempre sentido. Mas, em ambientes onde a competição é velada, como nos escritórios, o talento pode facilmente ficar em segundo plano - e perder importância para o tête-à-tête, as famosas afinidades. "A personalidade de uma pessoa afeta não só a escolha do trabalho mas, mais importante, quão bem-sucedida ela vai ser na carreira", diz Timothy Judge, especialista em carreira e personalidade da Universidade da Flórida. Timothy revisou 3 estudos longitudinais de personalidade que acompanharam a carreira de mais de 500 pessoas e chegou a conclusões interessantes. Pessoas autoconscientes, racionais e que pensam antes de agir costumam ganhar mais e subir mais cargos. Já quem é extrovertido e emocionalmente estável é mais feliz. Para o pesquisador, depois de anos observando as pesquisas, subir de status pode ser importante, mas o fator mais determinante para o sucesso ainda é sentir-se realizado. "Se a pessoa está infeliz no trabalho, tem de descobrir o que está atrapalhando. Senão o sucesso não vem mesmo."

A fórmula do sucesso





Virados para a lua
Infelizmente, nem tudo que ronda o sucesso depende só de você. Um tanto de sorte é necessário para se dar bem na vida. Veja dois exemplos em que fatores que fogem do seu alcance podem fazer toda a diferença.

Berços de excelência
Há alguns ambientes em que tudo acontece ao mesmo tempo e surgem grandes oportunidades de sucesso. Foi o caso da Inglaterra nos anos 60, bem no início do rock, quando dezenas de boas bandas, dos Beatles aos Beach Boys, conquistaram o mundo. Ou do Vale do Silício na década de 1980, quando Bill Gates, Steve Jobs e Paul Allen aproveitaram o começo da computação para criar suas empresas e faturar milhões. É questão de sorte, mas procure sempre estar no lugar em que as coisas estão acontecendo.

Dias especiais
O dia do nascimento também pode interferir no sucesso (e não tem nada a ver com horóscopo). É comum que num mesmo ano letivo estudem crianças que nasceram no 1º semestre e outras que nasceram no 2º semestre do ano anterior. As que nasceram no ano anterior, entraram na escola um pouco mais velhas. Essa diferençazinha vira uma grande vantagem quando se trata de crianças pequenas. Os mais velhos terão a coordenação motora e o desenvolvimento intelectual mais adiantados do que os outros.



Para saber mais

Os Prazeres e Desprazeres do Trabalho
Alain de Botton, Rocco, 2009.

Fora de Série - Outliers
Malcolm Gladwell, Sextante, 2008.

O Código do Talento
Daniel Coyle, Agir, 2010.

The Genius in All of Us
David Shenk, Doubleday, 2010.

Fonte: Superinteressante - Julho 2010

05 abril 2013

Você realmente sabe o que é Coaching?


O processo de Coaching pode ajudar você que está sem tempo, que quer buscar novas oportunidades, quer aumentar sua renda, seu cargo, seu faturamento ou está desmotivado e sem forças para planejar e criar estratégias focadas.



E você, sabe o que é Coaching?
Muito ouvimos falar sobre o Coaching, você sabe o que é isso significa? Qual a diferença entre Coaching, Coach e Coachee?
Terminologia, de onde surgiu?
A expressão Coaching vem do Inglês medieval; a história conta que em meados do século XV a cidade de Kocs, na Hungria iniciou a produção de carruagens cobertas e confortáveis chamadas de Koczi. Durante muito tempo a analogia da palavra Coach (Koach) foi interpretada como transporte de levar algo de um lugar para outro.
No século XIX, a palavra Coach era utilizada nas Universidades da Inglaterra, denominando o tutor de uma pessoa, o qual era responsável por orientar os universitários com os estudos.
A terminologia foi incorporada pelo mundo dos esportes que denomina até hoje o Koach como um especialista que treina e desenvolve atletas para conquistar objetivos preestabelecidos.
Mas afinal, o que é Coaching?
Coaching é um processo de desenvolvimento humano, que tem como principal foco elevar os níveis de desempenho de pessoas, times e organizações, possibilitando aflorar novas competências e capacidade em um curto espaço de tempo. Sua metodologia é testada, certificada pelos que já se beneficiaram dessa prática e comprovada cientificamente por várias instituições internacionais.
Durante esse processo, o coachee toma ciência de seus recursos internos e capacidades, bem como de seus valores fundamentais, além de desenvolver um senso de propósito. É um processo de autoconhecimento, aprendizagem e ação, em que envolve revisões de crenças e aumento da autoconfiança.
De acordo com a Enciclopédia colaborativa Wikipédia, Coaching “é um processo com início, meio e fim, definido em comum acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente), de acordo com a meta desejada pelo cliente, onde o coach apoia o cliente na busca de realizar metas de curtos, médios e longos prazos, através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas como, também, do reconhecimento e superação de suas fragilidades”.
Definições
Você sabe a diferença entre as palavras que norteiam o processo de Coaching, veja abaixo:
Coach – é o profissional certificado e especializado na evolução pessoal e profissional das pessoas.
Coachee – a pessoa que passa por um processo de Coaching, o cliente.
Coaching – é o processo de Coaching.


Benefícios do processo
Os benefícios dos processos de Coaching são inúmeros, tanto na vida pessoal como profissional; abaixo, no entanto, as pessoas que passaram por ele relatam que: 
  • Tornaram-se mais seguros e determinados
  • Conquistaram Equilíbrio entre a vida pessoal e profissional
  • Ampliaram seu estado de alegria e felicidade
  • Estabeleceram e conquistaram metas audaciosas.
  • Amadureceram emocionalmente
  • Adquiriram habilidades que elevaram seu nível de satisfação e realização
  • Implementaram mudanças positivas e duradouras
  • Superaram bloqueios a depressão,  apatia e angustia.
  • Desenvolveram novas competências.
Se bem trabalhado, o Coaching pode mudar de forma efetiva e sustentável qualquer aspecto da sua vida pessoal e profissional.


O que não é Coaching?
O Processo de Coaching tem sido amplamente utilizado, tanto pelas organizações como pelas pessoas que buscam melhores resultados. No entanto, esse processo, muitas vezes, é confundido com outras práticas. Vamos esclarecer quais são as grandes diferenças entre elas.
Terapia
A terapia lida com a saúde mental em busca de aliviar sofrimentos mentais ou propor cura emocional, já oCoaching trabalha com o crescimento, o desenvolvimento mental e a satisfação de futuras metas.
Aconselhamento (Counseling)
No aconselhamento, as respostas para as perguntas do cliente são dadas pelo conselheiro. Já no Coaching, oCoach estimula o Coachee a encontrar sozinho as respostas para suas perguntas, buscando-as em seu interior.
Mentoria  (Mentoring)
Mentoria ocorre quando um profissional sênior, considerado mais habilitado tecnicamente, atua como modelo para profissionais mais jovens. Tanto o Coaching como o mentoring trabalham com o foco no futuro, porém, a grande diferença entre ambos está na origem das soluções que oferecem ao cliente. No modelo Mentoria as soluções vem do mentor, enquanto no modelo Coaching as respostas vem sempre do coachee.
Consultoria
O Consultor oferece soluções para um ou mais problemas do negócio. Ele é um generalista, que lida com a organização como um todo e só afeta indiretamente cada profissional envolvido. O Coaching, por sua vez, concentra seu foco no profissional e não traz soluções prontas, mas, potencializa as capacidades do ser humano para que ele encontre essas soluções dentro de si.
Treinamento
No Treinamento, o instrutor transmite seus conhecimentos e habilidades para as pessoas através de estudos, experiências e ensinamentos. Comparando o instrutor ao Coach, podemos notar as diferenças entre ambos, já que esse último atua como facilitador de um processo de autoconhecimento, auxiliando seu cliente na tarefa de descobrir e maximizar o próprio potencial.
Será que realmente é de um Coaching que eu preciso?
Antes de contratar um processo de Coaching é importante responder algumas questões:
·  Você está satisfeito com sua carreira, seus ganhos financeiros, seu relacionamento, sua saúde?
·  Você está realizado em todos os aspectos de sua vida?
Se a resposta para alguma das perguntas anteriores for negativa, prossiga questionando-se:
·  Você procura soluções para esse descontentamento?
Se sim, o Coaching pode transformar a sua vida!
O grande guru da administração moderna, Peter Drucker já dizia que a melhor maneira de prever o futuro é cria-lo!

O processo de Coaching também pode ajudar você que está sem tempo, que quer buscar novas oportunidades, quer aumentar sua renda, seu cargo,  seu faturamento ou está desmotivado e sem forças para planejar e criar estratégias focadas.
Simplifique sua vida

03 abril 2013

Revista Marketing & Vendas_Abril/13

Você sabe lidar com o sentimento de culpa?
escrito  por Renata Burgo

Leia a Revista Marketing & Vendas de Abril







Leia a Revista Completa

Administradores.com - Abril/13

Mude sua vida, mude sua história

Não é o que acontece com você que importa e sim como você reage com o que acontece ao seu redor. 

Cada ser humano vê o mundo através de suas percepções e do seu olhar, com base naaprendizagem e nos hábitos desenvolvidos desde a infância, que são constituídas e cultivadas ao longo da vida.  Reagimos e interagimos com o todo, da maneira que aprendemos e assim vamos formando nossa essência, como seres humanos;
É fato que não podemos controlar o ambiente e o que acontece ao nosso redor, mas, podemos controlar nossos sentimentos, com relação a eles. Então, não é o que acontece com você que está em pauta e simcomo você reagecom o que acontece ao seu redor.
Reflita! Como você lida com os desafios e acontecimentos do seu dia a dia? Você foca nos erros e nas futuras consequências ou nos acertos e bênçãos? Geralmente você visualiza as adversidades como oportunidades ou prefere encarar a realidade como ela é pensando nos riscos e consequências que esse acontecimento pode lhe trazer?
Perceba qual é o seu foco, avalie seu último mês e analise para onde você direcionou a sua energia.


Você pode ser pessimista diante dos acontecimentos como uma forma de se proteger, antecipar-se aos problemas, conseguir ver os fatos com precaução e de uma maneira mais realista.
Ou otimista de forma serena e sensata, vislumbrando em cada evento ou dificuldade oportunidade de crescimento.
Acredito que ser otimista é a forma mais saudável, útil, funcional e prazerosa de olhar e interagir com o mundo.
O Otimista que falo não é viver no mundo de Pollyanna e brincar do ‘jogo do contente’ como conta o livro; até porque, esse otimista utópico pode ser perigoso e trazer certo ilusionismo arriscado; mas, o otimista realista, em que você controla o seu presente e cria o seu futuro engajando-se para ir em direção aos seus sonhos e vê em cada obstáculo oportunidade de desenvolvimento.
Sabemos que pessoas pessimistas são mais sujeitas a doenças crônicas como depressão, ansiedades recorrentes, ataques de pânico e fobias sociais do que comparada com pessoas positivas.
Mesmo você sendo um pessimista invicto, que acredita ser a melhor forma de viver e encarar a vida, a ciência explica e prova que pessoas otimistas são mais felizes, vivem melhores e mais tempo.
Razões de ser otimista:
Pesquisas realizadas pela Universidade de Yale, em Connecticut (EUA), constata que o otimismo pode prolongar a existência das pessoas que o praticam, tanto ou mais que outros fatores do estilo de vida recomendado pelos médicos. Outro dado interessante revelado pelo estudo mostra que a expectativa positiva em relação à vida é que determina o modo como você vive e vai envelhecer.
São incontáveis as vantagens e benefícios em ser uma pessoa mais otimista perante a vida. Estatísticas mostram que pessoas otimistas: 
·  São mais felizes – sentem alegria de viver e de estar em cada momento
·  São mais prósperas – acreditam no futuro e fazem as coisas acontecerem
·  São mais saudáveis –  revertem quadros clínicos  considerados  mais graves
·  São mais equilibradas – lidam e equilibram melhor a vida pessoal e profissional.  Reduzem consideravelmente o estresse e a ansiedade
·  São mais práticas e eficazes na resolução dos problemas - focam na solução e não no problema em si. Acreditam que os problemas são solucionáveis.
·  São bem sucedidas – enxergam as oportunidades, possuem mais chances de crescer e terem sucesso na vida pessoal e profissional.
Transformações possíveis:
Você pode mudar a sua vida basta querer e se esforçar. Sei que não é uma tarefa fácil, já que você pode ter vivido e pensado de forma pessimista por toda a sua vida, mas, à vontade e a persistência tem um poder mágico! É possível transformar a sua históriacriar oportunidadesfocar no que realmente importa e agregara mais leveza e sentido para a sua vida.  
O desejo da mudança é a primeira etapa para que você transforme a sua vida!
Abaixo, algumas dicas interessantes de como você pode começar essa bonita caminhada: 
Dicas para ser uma pessoa mais otimista:
·  Comece o seu dia bem preparado
Acorde todos os dias pela manhã e agradeça pelo simples fato de estar acordando. Sinta seus pés no chão e concentre-se nas bençãos e oportunidades que podem surgir! Faça e pense diferente!
Você pode fazer uma meditação à noite visualizando seu próximo dia de forma tranquila e prazerosa. Mesmo que você não tenha tido uma boa noite, reaja e decida começar bem o seu dia!
·  Tome a decisão de controlar seus pensamentos
É possível decidir como você pensa e reage!
Comprometa-se com a mudança e pense no que pode ser feito para agir de forma diferente. Como posso fazer para que o meu dia seja prazeroso?
Domine seus pensamentos e não deixe que as pessoas e circunstâncias controlem a sua vida.
·  Modele pessoas positivas
Observe pessoas positivas, pode ser um amigo, um parente otimista ou pesquise em documentários, internet, bibliografia. Comece a perceber como essas pessoas lidam com a vida, com os problemas e com as dificuldades. Imagine como essas pessoas reagiriam se estivesse no seu lugar. Com os seus problemas e suas dificuldades?  Isso lhe ajudará a abrir um leque de possibilidades.
·  Faça afirmações positivas
Falar, sentir e acreditar em coisas boas e alegres dá energia para viver e criar formas de contornar os problemas.
Evite pensamentos negativistas, inclusive sobre você mesmo. Trate-se bem! Pela manhã, fale três qualidades diferentes no espelho. Isso lhe trará força.  
·  Veja o lado positivo das coisas e das pessoas
Mude seu ângulo e analise o que tem de bom nas coisas e nas pessoas.
Observe as situações que são pouco favoráveis, veja-as de forma positiva e como você pode aprender com cada uma delas.
Fale bem das pessoas. Aprecie o lado positivo de cada uma.  
·  Concentre-se no presente e no futuro
Você não tem controle sobre o passado e pode relembrá-lo como um aprendizado o qual fará que o seu presente e futuro sejam diferente, mas, definitivamente, focar no que passou só serve para lhe trazer mais angústia e dor.  
Faça com que o dia de hoje seja o mais importante da sua vida, viva o hoje e crie seu futuro, concentrando-se no seu bem estar, nos seus sonhos e desejos. 
·  Conte suas bênçãos
Pare de reclamar das coisas que não tem e agradeça pelo que você já conquistou. Conte suas bênçãos diariamente e pergunte-se porque valeu a pena estar vivo.
·  Trace objetivos
Estabeleça objetivos e metas, é importante para que você tenha um senso de propósito e para se sentir feliz. O ser humano precisa ter consciência de que está evoluindo e que sua vida faz sentido, por isso, escreva-os em um papel e comece com pequenos objetivos que o deixarão ocupados.
·  Mexa-se
Faça exercícios físicos com frequência, quanto mais nos movimentamos mais nosso nível de serotonina (hormônio do bem-estar) aumenta e consequentemente nosso ânimo também.  
·  Aceite suas falhas
Todos nós somos suscetíveis a tropeços e erros, como diz o ditado, quem não erra não faz. E o desafio aqui é aceitar nossas imperfeições e não nos martirizar com eles.
Olhá-los como um aprendizado importante para o nosso crescimento pessoal e profissional.
Se você realmente quer mudar a sua vida: permita-se, experimente e persista nessas ações. E, se achar muito difícil passar por esse processo sozinho, procure ajuda!Existem excelentes profissionais no mercado que podem lhe auxiliar!
Simplifique sua vida!


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