28 abril 2016

Histórias reais & experiência internacional

A história que compartilho hoje com vocês é da querida Lu, apelido carinhoso da batalhadora e guerreira Luciene Arruda. Ela tem 35 anos e há dois anos mora nos Estados Unidos. Ao acompanhar o marido em uma expatriação, a Lu optou por abrir mão  temporariamente de sua carreira bem sucedida no Brasil. Confira seu depoimento.






"Quando decidi acompanhar meu marido em sua expatriação, enxerguei uma ótima oportunidade de aprender uma nova cultura, aperfeiçoar o idioma inglês (no Brasil, estava no nível Intermediário) e dar um up grade no meu currículo.

Como muitas pessoas relatam, também tive dificuldade com o idioma. Moro numa região com muitos dialetos, a cidade é bem conservadora e aqui não tem muitos imigrantes. Não conseguia me comunicar direito e a cultura era bem diferente do que estava acostumada... Tudo isso junto foi bem difícil no começo.

Mas meu maior desafio foi ter de lidar com uma nova realidade, me adaptar a uma nova rotina e a um novo estilo de vida. Eu tinha uma carreira executiva na área comercial de uma empresa de grande porte, vinha do mundo totalmente "business", tinha um status social. Quando cheguei aqui, procurei ansiosamente por oportunidades na minha área, mas só encontrei ofertas que não estavam alinhadas à minha expectativa e ao meu perfil profissional. Além do fator inglês que eu ainda estava aperfeiçoando,  aqui o sistema de "QI" (Quem Indica) é muito forte nas empresas e eu não tinha esse apadrinhamento. Não consegui algo no nível do que eu tinha no Brasil. 

Então, decidi aproveitar o tempo e a oportunidade que tinha nas mãos para me dedicar 100% aos estudos. Sempre tive sede de conhecimento, sempre fui curiosa. E percebi que essa era a oportunidade para fazer algo que eu nunca tinha tipo oportunidade antes: estudar exclusivamente, não só inglês, mas também outros temas do meu interesse. Fiz cursos na área de Negócios, Marketing e Excelência em Serviço, este último na Universidade da Disney.

Posso dizer então, que hoje tenho uma vida de estudante e uso o tempo livre de forma criativa. Para alguns pode parecer glamour, para mim foi desafiador. Sempre trabalhei, fui sempre independente, tinha uma carreira paralela ao do meu marido. Mas a partir do momento que fiz a escolha de sair temporariamente do Brasil, tive de encarar essa mudança de vida. E faço a escolha diária de encarar tudo isso com otimismo e muita humildade.

Como recompensa dessa experiência internacional, sem dúvida nenhuma, destaco a oportunidade de ter acesso à diversas culturas, faço parte de um grupo de estrangeiros com quem convivo e onde troco experiências. Fora do Brasil, vejo o quanto cresci como pessoa, acho que me tornei uma pessoa melhor, porque você se torna uma pessoa mais aberta, mais flexível. Aqui, convivo com gente de todas as tribos, desde refugiados até executivos. Sinto que adquiri bagagem, me tornei mais tolerante, mais calma, aprendi a viver em harmonia, em comunidade, a trabalhar melhor junto... Aliás, essas são competências fundamentais no mundo corporativo. Por isso mesmo, me sinto mais do que preparada para quando voltar ao Brasil, contribuir significativamente no mercado que eu decidir atuar.
 
Como conselho, eu diria para as pessoas que pensam em sair do país que estejam preparadas para viver diariamente o novo, que tenham abertura para os imprevistos, que procurem ter uma visão mais realista do que cheia de expectativas sobre o que é morar fora, para não se frustrarem lá na frente. É fundamental leveza para deixar as coisas acontecerem naturalmente. Viver o hoje sem olhar para trás, sem comparar com a vida antiga.

Adquiri a consciência de que somos grãos de areia na multidão, somos apenas mais um... E esse aprendizado eu vou levar pra sempre comigo. Essa experiência mudou minha vida e minha visão de mundo...".






01 abril 2016

Os obstáculos são o caminho... (provérbio zen)

Os obstáculos são o caminho... (provérbio zen)

(esta é a continuação do Artigo "Já imaginou poder criar sua realidade").

O estado generativo, estado de criatividade plena da realidade, está disponível a todos nós, mas para acessá-lo de forma consciente e nos mantermos conectados a ele é preciso mais do que vontade e desejo. Temos que aprender a nos centrar, desenvolver práticas que nos ajudem a aquietar a mente, perceber a energia que circula no nosso corpo, estarmos abertos e atentos à sabedoria que emana das vibrações que nos cercam. Manter-nos num estado generativo é um processo, não tem fim e não é algo estático. Requer prática e disciplina.


No processo de Coaching Generativo, a mudança começa com a definição de uma intenção clara e positiva (O que eu quero criar para minha realidade?). Essa intenção passa pela conexão das três consciências (cognitiva, somática e campo vibracional). Mas quando partimos para a ação em direção à nossa intenção, é comum surgirem obstáculos que parecem limitar nosso sucesso e atrapalham nossos planos. Nessa hora, a mente reconhece o obstáculo e cria uma desculpa para justificar que algo não pode se concretizar. 


No entanto, no processo generativo, somos convidados a olhar o obstáculo como algo que faz parte de um processo de superação e que se integra na solução do problema e não como algo ruim que deve ser rejeitado e negado. Em outras palavras, sentimentos como medo, insegurança, raiva, culpa entre outros, que surgem ao nos depararmos com obstáculos devem ser acolhidos, pois, eles provavelmente trazem consigo recursos valiosos que quando integrados à consciência contribuem determinantemente na identificação de maneiras para se chegar até a intenção.

Muitas vezes, quando resistências inconscientes vêm à tona, repetimos o mesmo modelo mental de fugir, lutar e sofrer. E isso, ao invés de ajudar a superar um problema acaba por outro lado fortalecendo-o.

Todos nós em momentos de crise no relacionamento amoroso ou na família ou no trabalho, por exemplo, podemos praticar esse exercício. Ao invés de acentuar os problemas e fortalecer resistências, o desafio passa a ser buscar acolher o outro, o oposto, o diferente, a opinião contrária, reconhecer as fortalezas alheias e incluir todas as perspectivas para construir juntos caminhos e soluções que possibilitem o crescimento saudável e sustentável de uma relação. Bora lá?


Não é fantástica a ideia de criar nossa própria realidade?